Identidade digital e autenticação sem senha: o que vem por aí?

por | 8 out, 2026 | Tecnologia

Durante anos, a senha foi a principal barreira entre usuários e seus dados. Mas, com a expansão da nuvem, dos serviços digitais e das ameaças cibernéticas, depender apenas de combinações de letras, números e símbolos está se tornando cada vez menos eficiente.

Nesse cenário, identidade digital e autenticação sem senha ganham espaço como alternativas para tornar os acessos mais seguros e, ao mesmo tempo, mais simples para o usuário.

A mudança já está acontecendo: segundo a FIDO Alliance, 5 bilhões de passkeys já estão em uso no mundo, e 68% das organizações pesquisadas estão implantando ou testando essa tecnologia para autenticação de funcionários.

 

O que é identidade digital?

A identidade digital é o conjunto de informações, atributos e mecanismos utilizados para representar e comprovar quem está no ambiente digital.

Ela pode envolver dados pessoais, biometria, certificados, dispositivos confiáveis e credenciais utilizadas para acessar sistemas e serviços.

Um exemplo brasileiro é a Conta GOV.BR, que permite comprovar a identidade do cidadão e acessar diferentes serviços públicos.

Para as empresas, o conceito vai além do login. A identidade digital também está relacionada a quem pode acessar determinado sistema, quais permissões possui e em quais condições esse acesso deve acontecer.

 

Por que as senhas estão perdendo espaço?

Senhas apresentam um problema conhecido: precisam ser criadas, lembradas e protegidas. Quando são reutilizadas ou fracas, podem ser comprometidas. Quando são complexas demais, podem prejudicar a experiência do usuário.

Existe ainda o risco de phishing, em que o criminoso tenta convencer a vítima a informar sua senha em uma página falsa.

É justamente aí que a autenticação sem senha ganha força: em vez de depender exclusivamente de algo que o usuário precisa memorizar, ela utiliza mecanismos como biometria, PIN do dispositivo, chaves de segurança e passkeys.

O NIST, uma das principais referências internacionais em segurança cibernética, estabelece diretrizes para diferentes níveis de segurança na autenticação digital.

 

O que é autenticação sem senha?

A autenticação sem senha, ou passwordless authentication, permite comprovar a identidade do usuário sem exigir uma senha tradicional.

Um dos principais exemplos são as passkeys, credenciais digitais baseadas em criptografia de chave pública.

Durante o cadastro, é criado um par de chaves. A chave pública pode ser armazenada pelo serviço, enquanto a chave privada permanece protegida no dispositivo ou gerenciador de credenciais do usuário.

Na prática, o usuário pode acessar um serviço usando a biometria, o PIN ou o mecanismo de desbloqueio do próprio dispositivo.

 

Passkeys: segurança sem complicar o acesso

Uma das grandes vantagens das passkeys é a resistência a phishing.

Como a credencial está vinculada ao serviço para o qual foi criada, ela não pode simplesmente ser utilizada em uma página falsa que esteja imitando um site legítimo.

Isso muda uma lógica importante da segurança digital: parte da proteção deixa de depender exclusivamente da atenção do usuário e passa a estar incorporada à própria tecnologia.

E isso não significa abandonar a autenticação multifator. As duas estratégias podem trabalhar juntas, criando diferentes camadas de proteção de acordo com o nível de risco.

 

O futuro da identidade digital é mais integrado

A identidade digital tende a deixar de ser apenas uma forma de fazer login.

Ela pode ser utilizada para comprovar identidade, autorizar transações, assinar documentos, controlar permissões e acessar diferentes serviços e sistemas.

No ambiente corporativo, isso torna o gerenciamento de identidades e acessos, conhecido como IAM (Identity and Access Management), cada vez mais estratégico.

A empresa precisa saber não apenas quem está acessando determinado recurso, mas também:

  • O que essa pessoa pode acessar?
  • De qual dispositivo?
  • Em quais condições?
  • Por quanto tempo?
  • O que acontece quando ela muda de função ou deixa a empresa?

As empresas já estão se preparando.

A adoção do passwordless já deixou de ser apenas uma tendência de longo prazo.

Segundo dados da FIDO Alliance divulgados em 2026, 68% das organizações pesquisadas estão implantando, testando ou implementando passkeys para autenticação de funcionários. Além disso, 82% afirmam que a autenticação totalmente sem senha é um objetivo para o ambiente de trabalho.

A Microsoft também já orienta organizações sobre a implementação de autenticação passwordless resistente a phishing, incluindo preparação dos dispositivos, implantação gradual e gestão de riscos.

Outro avanço importante aconteceu em 2026, quando o WebAuthn Level 3 se tornou uma recomendação oficial do W3C. O padrão permite que aplicações web utilizem credenciais baseadas em criptografia de chave pública para autenticar usuários.

 

O que vem por aí?

O futuro da autenticação não deve ser simplesmente trocar a senha por biometria.

A tendência é caminharmos para uma segurança cada vez mais integrada e baseada em risco, capaz de considerar fatores como identidade, dispositivo, comportamento e tipo de recurso solicitado antes de liberar um acesso.

Para o usuário, isso pode significar uma experiência mais simples: menos senhas para memorizar e menos etapas durante o login.

Para as empresas, porém, a mudança exige planejamento.

Implementar uma estratégia passwordless envolve avaliar sistemas legados, dispositivos, aplicações em nuvem, integrações, políticas de segurança, recuperação de acesso e diferentes perfis de usuários.

Ou seja: a tecnologia pode simplificar o acesso, mas a implementação precisa ser estratégica.

 

Profissionais para acompanhar essa transformação

A evolução da identidade digital mostra como segurança, infraestrutura, cloud e desenvolvimento estão cada vez mais conectados. Para acompanhar esse cenário, as empresas precisam de profissionais com conhecimento técnico atualizado e experiência prática.

Com o outsourcing de TI da Mazzatech, empresas podem reforçar seus times de acordo com a necessidade de cada projeto, contando com profissionais especializados em tecnologia sem precisar ampliar permanentemente sua estrutura interna.

Seja para projetos de cibersegurança, cloud, infraestrutura, desenvolvimento, dados ou transformação digital, o outsourcing permite trazer as competências necessárias para acelerar iniciativas estratégicas.

Porque, em um cenário de tecnologia em constante evolução, escolher a solução certa é importante. Mas ter o profissional certo para colocá-la em prática faz toda a diferença.

 

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Escrito por: Amanda Cotas

Graduanda em letras, comecei minha jornada na área como tradutora, e sempre em busca de novas experiências, hoje estou me desenvolvendo como redatora na Mazzatech. Uma ratinha de biblioteca desde criança, apaixonada pelas letras e pelo poder da comunicação, sempre tive um fascínio pela origem da linguagem e como ela influencia a sociedade em que vivemos.

Escrito por: Amanda Cotas

Graduanda em letras, comecei minha jornada na área como tradutora, e sempre em busca de novas experiências, hoje estou me desenvolvendo como redatora na Mazzatech. Uma ratinha de biblioteca desde criança, apaixonada pelas letras e pelo poder da comunicação, sempre tive um fascínio pela origem da linguagem e como ela influencia a sociedade em que vivemos.

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