WhatsApp agora tem mais de 2 bilhões de usuários mensais em todo o mundo: o aplicativo, comprado pelo Facebook em 2014, é bem maior que o Messenger, Telegram e outros concorrentes. A empresa aproveitou o anúncio para defender o uso da criptografia de ponta a ponta nas mensagens.

Em fevereiro de 2016, o WhatsApp atingiu o marco de 1 bilhão de usuários ativos mensais. Então, em fevereiro de 2018, essa base aumentou para 1,5 bilhão. E agora, em fevereiro de 2020, são 2 bilhões de pessoas acessando o aplicativo pelo menos uma vez no mês.

O Facebook, por sua vez, possui 2,5 bilhões de usuários. A empresa diz ainda que 2,89 bilhões de pessoas acessam pelo menos uma de suas plataformas todo mês: isso inclui o próprio Facebook, Instagram, Messenger e WhatsApp.

WhatsApp defende criptografia de ponta a ponta

“Quanto mais pessoas conectamos, maior é o nosso compromisso em proteger as informações que elas compartilham on-line”, afirma o WhatsApp em comunicado. “Por isso, é mais importante do que nunca continuarmos protegendo automaticamente todas as conversas no WhatsApp com a criptografia de ponta a ponta.”

Segundo a empresa, a criptografia de ponta a ponta “ajuda a proteger você contra hackers e outros criminosos digitais”, e diz que ninguém pode ler suas mensagens, “nem mesmo o WhatsApp”. Para ela, a proteção da criptografia de ponta a ponta “é uma necessidade; nós não abriremos mão da segurança porque isso deixaria as pessoas mais vulneráveis”.

Pavel Durov, CEO do Telegram, disse em 2017 que a criptografia de ponta a ponta é “um mito criado cuidadosamente pelos esforços de marketing do Facebook/WhatsApp”. O WhatsApp usa o Google Drive (no Android) e iCloud (no iPhone) para armazenar as mensagens, porém elas ficam descriptografadas.

O Telegram, por sua vez, tem servidores próprios para armazenar o histórico dos usuários, e oferece o chat secreto opcional com criptografia end-to-end. O aplicativo tinha 200 milhões de usuários em março de 2018.

 

Fonte: Tecnoblog