Se você acha que tudo nos Estados Unidos é melhor, um novo relatório da Opensignal mostra que esse não é o caso para o vídeo em 4G. Em relação ao ano passado, o Brasil apresentou uma evolução de 6,4 pontos em qualidade de vídeo, o que significa que agora atingimos a classificação “bom”, enquanto que os EUA ainda têm uma experiência “regular”.Essa melhoria foi observada não apenas no Brasil, mas em outros países da América do Sul também. No Uruguai, por exemplo, a experiência de vídeo em 4G agora já é classificada como “boa” e, em 2019, houve um avanço de 14 pontos em relação a 2018.

A metodologia utilizada nesse estudo da Opensignal avaliou a qualidade da imagem, o tempo de carregamento do vídeo e a taxa de atraso para gerar uma pontuação em uma escala de 0 a 100, refletindo a qualidade de vídeo móvel percebida pelos usuários. Ou seja, os resultados não são baseados em testes de velocidade ou outras “medidas indiretas”, segundo o documento. Os dados foram coletados de 1º de agosto a 30 de outubro de 2019.

Curiosamente, enquanto a América do Sul parece avançar em relação ao 4G, os EUA, por outro lado, apresentaram uma melhora pouco significativa e o serviço lá ainda é classificado como “regular”. Isso coloca o país em último lugar entre os países do G7 em termos de qualidade de vídeo.

O relatório da Opensignal sugere que esses dados refletem a dificuldade enfrentada por operadoras norte-americanas em lidar com o grande consumo de vídeo e espectro móvel insuficiente. Um fenômeno parecido ocorre em países como o Canadá e a Coreia do Sul que, assim como os EUA, apresentam uma das velocidades de download mais rápidas do mundo – Coreia do Sul em 1º e Canadá em 3º, mas ocupam a 21ª e 22ª posições, respectivamente, no ranking de experiência de vídeo em 4G.

Segundo o relatório, essa diferença de performance pode ser explicada pela maneira como as operadoras gerenciam a distribuição do tráfego de dados, “a fim de evitar que grandes quantidades de dados de vídeo prejudiquem a experiência de outros aplicativos e serviços móveis”.

A boa notícia é que mesmo em termos de velocidade de download, o Brasil parece liderar na região da América Latina. Em agosto deste ano, um outro relatório da Opensignal havia mostrado que a cidade de São Paulo, especificamente, apresenta a taxa de download mais rápida da América Latina, atingindo 21.3 Mbps. O estudo foi feito em seis grandes cidades: Bogotá, Buenos Aires, Lima, Cidade do México, Santiago e São Paulo.

O relatório mais recente ainda mostra que a experiência de vídeo melhorou significativamente em 59 dos 100 países analisados. Além do Brasil, países como Chile, México, Rússia e Vietnã avançaram para a categoria “bom” este ano, sendo que a França foi a única que subiu dois níveis em um único ano, pulando de “regular” diretamente para “muito bom”.

Enquanto em 2018 nenhum país conseguiu ser classificado como “excelente”, o estudo deste ano lista seis países nessa categoria: Noruega, República Tcheca, Áustria, Dinamarca, Hungria e Holanda. Com isso, a taxa de países que agora apresentam uma experiência de vídeo 4G “muito boa” ou “excelente” é de 37%. Mas, por outro lado, 9% dos países ainda tem classificação “ruim”, o que significa que é quase impossível assistir a um vídeo em um aparelho móvel nesses locais.

 

Fonte: Gizmodo, OpenSignal , ZDNet